terça-feira, 31 de julho de 2007

Wired Living Homes

Cliquem nos quadrados

Este é um projecto da Wired e da Living Homes para uma casa "verde".
É prefabricada e demora apenas um dia a construir.
O objectivo é reduzir o custo e o desperdício. Tudo pela módica quantia de 4 milhões de dólares.

Wired Living Home

The Hidden Persuader

O blogue de Sérgio Henrique Santos está na 67ª posição dos melhores blogues de marketing e publicidade de língua inglesa - "Power 150 - Top Marketing Blogs"


The Hidden Persuader

Animais

Spot da Amnistia Internacional, feito por uma empresa portuguesa.

domingo, 29 de julho de 2007

Life Speculatrix

Mais uma portuguesa a brilhar lá fora. A arquitecta Nancy Diniz apresentou este projecto num simpósio em Yokoama, na semana passada.






As alavancas mexem em linha, em coluna, cima baixo, esquerda direita e vice versa e ligam, também, aleatoriamente.
Tem um programa, por trás, que combina esses efeitos e determina se as pessoas estão a gostar da combinação, utilizando uma web cam.
Depois vai evoluindo de maneira a maximizar a aprovação dos espectadores. Tem um site ao lado com uma simulação da parede onde clicas se gostas ou não do que a parede está a fazer.
Very conceptual!


Life Speculatrix

"Life Speculatrix" is an evolutionary physical skin based on feedback retrieved locally and globally. Locally it responds to sound, light and proximity of people around it. Globally it responds to RSS/Atom environmental feeds retrieved through the webspace: pollution levels, climate features, sound, from around the world will affect its performance continually. With this experiment we argue that a human computer interface framework has to include the phenomenological environmental matrix and the complexity of human input in order to create a truly living interactive experience and not just a detached interactive art device. We will observe the “evolution” of this piece according to different stimuli, give it our feedback and observe how it learns to adapt itself continually to the evolutionary properties of the environment, thus becoming a universal situated living piece. All the necessary and sufficient conditions are therefore present for a “hidden dimension” to be added to a global/local phenomenology and a poetics of visual space.



A Dislocate é uma feira de arte tecnológica no Japão e Kiowa Project Space é o espaço onde estão as obras.

Qual foi a sina?


Infelizmente, não sei o que aconteceu a Sina Paymard. No site da Amnistia Internacional não aparece mais nada.

Imagine...

Windows Theatre

Clica aqui. E não aumentes a janela.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Triste Sina

Há uns tempos coloquei aqui post sobre a execução de crianças no Irão.
O último executor de crianças

Hoje soube que o Sina Paymard, de 18 anos, está à espera de um "quarto milagre". Tudo não passa agora de um negócio sobre o valor do "dinheiro de sangue" que terá de ser pago pela sua família em troca da sua vida.

À espera do quarto milagre

Fernando Sousa, jornal "Público"

Nalguns países islâmicos, um condenado à morte por assassínio pode ver a sentença perdoada se a família pagar por ele o que a da vítima exige; de outro modo só pode esperar um milagre. Neste caso, ele vem a caminho.

Sina Paymard, 18 anos, viu adiada a sua execução no ano passado depois de ter tocado a sua flauta mágica. Devia morrer amanhã, na prisão de Evin, em Teerão, tão longe que já vai o som da sua ney.

Mas um homem de negócios apareceu de repente e pagou o que os familiares do rapaz que ele matou exigiam para não retaliar. Já só falta que digam "sim" ao negócio - o prazo acaba amanhã.

O jovem, músico, tropeçou na lei numa arruaça de rua num dia aziago de 2004. Sabe-se pouco e mal do que aconteceu. A Amnistia Internacional, que se desdobra há meses em apelos pela sua vida, não conta como foi. Parece que houve uma zaragata. E que na luta ele matou outro rapaz, um traficante de droga. E foi preso e julgado pelos implacáveis mullahs.

Condenado em primeira instância, Sina apelou para a mais alta de todas, o Supremo Tribunal, mas perdeu. Os juízes puseram-se de acordo sobre o crime de qesas, que importa um castigo equivalente ao delito cometido nos termos do código penal da República Islâmica do Irão. Quer dizer, matou portanto teria de morrer também.

Primeiro milagre

No dia da execução, 20 de Setembro de 2006, duas semanas depois de ter feito 18 anos, houve uma espécie de milagre. Não completamente, mas quase. Já com o sorgo à volta do pescoço e pronto para subir ao patíbulo, sob o olhar da sua família e da da vítima, os verdugos perguntaram-lhe se tinha uma última vontade. E ele, que sim. E eles, qual era. E ele, que era tocar uma última vez a sua ney.

Na tradição sufi, a flauta ney representa o "sopro original da Criação". Ao tocá-la, o músico sugere o acto do amor real, o amor do Criador concedido ao ser humano. O seu som canta a dor da separação daquele que ama a Deus do próprio Deus.

Sina tocou, tocou e o som cavo da cana perfurada, triste, abatido, semelhante a um lamento, tocou todos os presentes, incluindo os familiares da vítima que acederam a adiar a execução e a perdoar a vida ao condenado em troca da diya, o "dinheiro de sangue", que nalguns países de leis islâmicas é a diferença entre a vida e a morte. O preço logo se veria - seria negociado entre as duas partes.

Em Janeiro, as famílias ainda discutiam, e o Supremo voltou a adiar a execução mais quatro meses para que se entendessem, o que não conseguiram. O diálogo acabou em Abril. A família da vítima pediu uma avultada soma em reais equivalente a 160 mil dólares (116.500 euros), mais do dobro do que a do rapaz juntara depois de vender tudo o que tinha: 70 mil. E no dia 17 de Julho, ele foi levado da prisão de Reja"i Shahr, de Karak, para a de Evin, em Teerão, a mais tenebrosa do país, desde o tempos do Xá Reza Palevi, para ser enforcado, o que de novo não aconteceu.

Foi a emoção, a confusão, no relato do jornal iraniano Sarmayeh. Era madrugada. Sina não deveria ver o nascer do sol. Às 3h45 a família da vítima chegou para assistir ao enforcamento. Logo, activistas dos direitos humanos e os familiares do rapaz tentaram convencê-la a indultá-lo - podia fazê-lo. Ela não cedeu. A poucos minutos dele ser enforcado, a mãe desmaiou. Quinze depois, um guarda saiu da prisão para anunciar que a execução fora adiada pelo presidente do Supremo Tribunal, ayatollah Shahroudi, por dez dias, para as duas partes chegarem a um acordo, o que deverá acontecer entre hoje e amanhã - o fim do prazo.

Quarta-feita, impressionado com a desventura de Sina, um benemérito já com outras acções do género no seu passado, pagou o que faltava. "A soma remanescente [...] foi doada pelo doutor Rassoul Ganji, um homem de negócios e professor universitário. Não é a primeira vez que ele paga para salvar alguém de uma execução", disse o advogado do jovem, Narin Sotudeh, citado pela AFP, anunciando que vai recorrer a tudo o que a lei lhe permite para cancelar a pena.

Um crime qesas é um crime que arrasta, na Sharia, o direito de retaliação. Se uma pessoa comete um crime dessa natureza, a parte ofendida tem o direito a uma retribuição pecuniária ou a retaliar. Foi o que aconteceu no caso de Sina Paymard.

Origem da diya

O códice islâmico influencia a maior parte das leis dos países muçulmanos. Mas nem todos o adoptaram da mesma maneira. As diferenças podem ser enormes. A secular Turquia, que não assenta o seu sistema no Corão, chegou mesmo a legislar contra o uso do véu tradicional das mulheres contra o que é comum ver noutros Estados. A fundamentalista Arábia Saudita fez do livro sagrado dos muçulmanos a sua Constituição. O Irão pôs nas mãos dos mullahs, expressão que significa, entre os xiitas, sábio ou guardião, a aplicação das leis islâmicas. Foi um tribunal presidido por um ayatollah, um mullah, que pôs a vida do jovem músico dependente do negócio da diya.

A vida, a troco de uma quantia, ou então a morte vem legislada no Livro 43, o Livro do Dinheiro de Sangue, do Al-Muwatta, colecção de hadiths, o registo das acções e ditos do Profeta Maomé, a mais antiga base da jurisprudência islâmica. Ali vem o que a lei calcula em dinheiro por crimes como o roubo, ferimentos causados por acidente, por dedos, dentes, um olho, com perda ou sem perda de visão, adultério, por um feto a que deu morte, enfim o assassínio. Ali vem o que as vítimas podem exigir como recompensa pelas suas perdas, ou os familiares pela morte de um dos seus. Foi por aqui que Sina Paymard foi condenado, apesar de na altura ser menor de idade.

O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, de que o país é signatário, proíbe a execução de cidadãos de idade inferior a 18 anos no momento do crime. Ainda assim, entre os 176 condenados à morte executados no ano passado, quatro eram menores. O jovem músico poderá escapar a engrossar as estatísticas deste ano. Mas na hora de fecho desta edição isso ainda não era um dado de todo em todo adquirido, com a Amnistia Internacional a apelar ao envio de emails e faxes às embaixadas iranianas pedindo que ele não seja executado.

Óscar ou o gato da morte



Esta estória é muito curiosa e a explicação pode ser simplesmente o facto de os animais terem alguns sentidos mais apurados do que os humanos.
Este gatinho vive num hospital e pressente quando algum doente vai morrer. Sobe para a cama da pessoa e ali fica até que ela deixe esta vida. Assim, ninguém morre sozinho.

notícia completa

domingo, 22 de julho de 2007

Bellissima


Foto de Nino Bartuccio

Cliquem na foto para ampliar e reparem no reflexo do fotógrafo nos olhos dela.
Que retrato fantástico!

Infância

"...Fugir é morrer de um lugar e ele, com os seus calções rotos, um saco velho a tiracolo, que saudade deixava? Maus tratos atrás dos bois. Os filhos dos outros tinham direito da escola. Ele não, não era filho. O serviço arrancava-o cedo da cama e devolvia-o ao sono quando dentro dele já não havia resto de infância..."

Mia Couto, "Vozes Anoitecidas"
Conto "O dia em que explodiu Mabata-bata"


Foto de Nino Bartuccio

sábado, 14 de julho de 2007

Cadeiras da Casa Branca

O Jorge W. Arbusto redecorou a sala. Adivinhem quem criou as cadeiras? Um português. Ah pois é...

Novas Cadeiras

Portuguese Melt Down

Desculpe, foi o menino que tirou o cartão vermelho das mãos do árbitro?



Seu malandreco....

Guernica

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Robotarium

É o primeiro jardim zoológico com vida artificial e fica em....
ALVERCA!!!!!
já saíram notícias sobre isto no New Scientist, no La Republicca (italiano) e em jornais alemães e espanhóis. UAU!



The Robotarium X at Jardim Central, Alverca (Vila Franca de Xira), Portugal, is the first of its kind in the world.

Conceived for a public garden it is constituted by a large glass structure containing 45 robots, most powered by photovoltaic energy and a few plugged to the ceiling or to the ground.

The robots are all original, created specifically for the project, representing 14 species classified by distinct behavior strategies and body morphologies. Obstacle avoidance, movement or sunlight detection and interaction with the public are some of the robots skills.

Robotarium X, the first zoo for artificial life, approaches robots very much in the way as we are used to look at natural life. We, humans, enjoy watching and studying other life forms behavior and, sadly, also to capture them. However, in this case, although the robots are confined to a cage it can be said that, not like animals, they enjoy it. In fact the Robotarium is their ideal environment with plenty of sun, smoothness, tranquility and attention. There are no fights or aggression and the only competition is to assure a place under the sunlight.

Robotarium X is also an art work of a new kind of art that realizes a critical questioning of knowledge and culture. Notions like nature, life, the artificial, machine, art, culture and science, are challenged by this display.

domingo, 8 de julho de 2007

A vida sexual dos selvagens?

Já sei... ando a dar-lhe nos vídeos. Este não resisto mesmo a pôr.
Alguém se lembra disto?
Era muito à frente para o Portugal de 1983.
E dizer que eu eu decorava as músicas das telenovelas e que ainda hoje sei esta de cor?
Mas esta parte de "a vida sexual dos selvagens" não me lembrava de todo. A rimar vinha "nosso louco amô". Das duas uma: ou foi cortado ou eu era muito inocente para entender...

sábado, 7 de julho de 2007

A vida não pára!

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma...



(Mafalda Veiga & João Pedro Pais)

Cavaleiro Andante

Depois e antes...


(2000 - 20 anos de carreira)


(1990)


Cavaleiro Andante

Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau


Carlos Tê e Rui Veloso

terça-feira, 3 de julho de 2007

Modernos comportamentos femininos

...no mundo animal e no mundo dos humanos.
Ora aqui estão dois estudos com revelações muito importantes sobre o universo feminino.

No primeiro, as modernas técnicas de genética mostraram que em muitas espécies, fémeas aparentemente em relações monogâmicas, muitas vezes produzem famílias com mais do que um pai. Para explicar isto, os biólogos têm a teoria de que estas fémeas arranjam outro macho que é geneticamente superior ao seu par habitual. Olha as espertinhas!

Ain't misbehaving

No segundo, mais precisameste na Alemanha de Leste, um estudo do "Berlin Institute for Population and Development" veio mostrar que uma nova doença, a "Falta de Mulheres" se deve a que as raparigas estudam mais que que rapazes e que, portanto, se tornam mais qualificadas para migrar para a Alemanha Ocidental para encontrar melhores parceiros e melhores empregos. Go girls!!!

We ain't got dames

As Paixões da Alma

Art. 53 – A admiração

Quando o primeiro contacto com qualquer objecto nos surpreende, e o julgamos novo ou muito diferente do que até então conhecíamos ou do que supúnhamos que deveria ser, isso faz que o admiremos e nos surpreendamos com ele…, parece-me que a admiração é a primeira das paixões.

Art. 97 – As principais experiências que permitem conhecer esses movimentos no amor

Ora, considerando as diversas alterações que o corpo sofre e que a experiência mostra quando a alma está agitada por diversas paixões, noto que no amor, quando é sozinho, isto é, quando não é acompanhado de qualquer forte alegria, desejo ou tristeza, o bater do pulso é compassado, e muito maior e mais forte que de ordinário, um brando calor se sente no peito e a digestão dos alimentos se faz muito mais rapidamente no estômago; de modo que esta paixão é útil à saúde.

Art. 101 – No desejo

Finalmente, noto de particular no desejo que este agita o coração mais violentamente que qualquer outra paixão, e fornece ao cérebro mais espíritos, que, passando dele aos músculos, aumentam a acuidade dos sentidos e tornam mais móveis todas as partes do corpo.

Art. 131 – Como se chora de tristeza

A outra causa é a tristeza, seguida de amor, ou de alegria, ou em geral de qualquer causa que obrigue a expulsar muito sangue pelas artérias. A tristeza é propícia a isso, porque contrai os poros dos olhos. Mas como à medida que os contrai, diminui também a quantidade de vapores a que devem dar passagem, isso não basta para produzir lágrimas, se a quantidade desses vapores não for ao mesmo tempo aumentando por qualquer outra causa. E nada aumenta tanto como o sangue, que é enviado do coração, na paixão do amor. Por isso observamos que os que estão tristes não vertem continuamente lágrimas, mas apenas intervaladamente, quando fazem qualquer reflexão sobre os objectos que os emocionam.

Descartes, As Paixões da Alma



René Magritte, Les Amants (1928)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Dois motivos para celebrar

The improvement in the cancer survival rates recorded in Britain over the past three decades is quite simply astonishing. Thirty years ago a patient diagnosed with cancer had a 23.6 per cent chance of being alive after 10 years. Today they would have at least a 46.2 per cent chance of surviving that long. And a significant proportion of this improvement in life expectancy has been registered in the decade leading up to 2001. There is every reason to believe this encouraging trend will continue.

in "The Independent", 16/05/2007

Não são fantásticos estes números? Fizeram a capa do "The Independent" no dia dezasseis de Maio.
Agora, sabem quem está por detrás deles? Uma portuguesa! Estou expressamente proibida de revelar o nome. Mas...oh pá PARABÉNS!
É mais um cérebro iluminado que se pôs em fuga de Portugal e agora dá mais brilho à Grã-Bretanha. That's life!
Artigo

Genuine Falling Soldier

É verdadeira, sim senhor!

Após muita investigação apurou-se que, se o soldado não estivesse mesmo morto, os dedos das mãos estariam instintivamente numa posição de poder aparar a queda.

Para quem quiser saber como é que o Robert Capa conseguiu fazer esta fotografia sensacional, aqui vai o link para o american masters

domingo, 1 de julho de 2007

Falling Soldier

Verdadeira ou Falsa?



Robert Capa, Falling Soldier (Cerro Muriano, 5 de Setembro de 1936)